domingo, 20 de novembro de 2011

RESENHA: O Direito à Literatura Antonio Candido

Neste texto Antonio Candido discute sobre “Direitos humanos e literatura”, faz reflexões sobre o tema.

O autor comenta que nos dias atuais atingimos um grau elevado de racionalidade, evoluimos muito comparado a eras passadas, temos a oportunidade de resolver problemas sociais, já que a tecnologia está tão avançada, porém, temos a possibilidade de distruir vidas.Quanto mais evoluimos e crescemos, mais aumenta a desigualdade social. O que podemos constatar é que o mal do ser humano é o egoismo, sempre achamos que os nossos direitos são mais importante do que o do próximo.

Candido afirma que as pessoas são frequentemente vitimas de uma curiosa obnubilação. Sabemos que todos têm o direito à necessidades básicas como por exemplo a alimentação, saúde, educação e lazer, porém, não achamos necessário e não consideramos como direito de todos acesso a cultura como por exemplo frequentar o teatro, cimena, etc. O autor explica que não fazemos por mal, apenas não pensamos que os nossos direiros são literalmente iguais ao dos nossos semelhantes. Assim chegamos ao ponto de discutir sobre “ os bens compreensiveis” e “os bens imcompreensiveis”, claro que certos bens são imcompreeniveis como já haviamos comentado, já outros são compreensiveis como o uso de cosmeticos, enfeites, entre outros. Em cada cultura e época é estabelecido o grau de imcompreensibilidade, até mesmo a educação pode ser utilizada para convencer as pessoas à acreditarem no que seria compreensivel e imcompreensivel.

            O foco é refletirmos sobre o porquê que acreditamos e concordamos que todo cidadão tem direito a alimentação, saúde e lazer, mas não pensamos no direito a arte e a literatura. Podemos dizer que a palavra direito é relativa, somos  individualistas, não nos importamos verdaderamente com o proximo.

            Considerando o que diz o autor literatura de maneira ampla pode ser considerada todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático, sendo  encontrada desde folclore e lendas até as formas mais complexas de escrita. Desta forma podemos afirmar que encontramos formas literárias em diversos momentos do nosso cotidiano como por exemplo em novelas, filmes ou em um romace, sendo assim a literatura passa a ser um direito de todo cidadão.









“Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar
no universo da ficçao e da poesia, a literatura concebida no sentido
amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal,
que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.”



            A literatura é importante na construção de uma sociedade, faz parte da sua cultura e expessa pensamentos da época, ela até influencia a visão que temos do mundo. Podemos afirmar que literatura é uma grande fonte conhecimentos.


“ Toda obra literária é antes de mais nada uma especie de objeto,
de objeto construído; e é grande o poder humanizador desta
construção, enquanto construção”.




            A literatura esta diretamente ligada a humanização, entendemos por humanização como um processo que confirma no homem traços essenciais como a reflexão, aquisiçao do saber, o cultivo do humor, entre outros. Temas sociais são frequentemente utilizados. O pobre aparece cada vez mais nas obras. Antonio Candido cita como o livro mais caracteristico do humanitarismo romantico. Os miseráveis de Victor Hugo que tem como tema a pobreza e os problemas sociais.

            O autor afirma que a literatura é um direito universal e para que todos tenha direito a cultura é necessário uma sociedade igualitária, precisamos resolver os problemas sociais que são tão visiveis em nossa sociedade,
Candido cita Mario de Andrade que se dedicou, quando chefiou o Departamento de Cultura da cidade de São Paulo.

            A cultura deve ser valorizada em todas as classes sociais e devemos lutar para que todas as pessoas tenham acesso a literatura e a arte.


           
“Portanto, a luta pelos direitos humanos abrange a luta por um
estado de coisas em que todos possam ter acesso aos diferentes
níveis da cultura. A distinção entre cultura popular e cultura
erutida não deve servir para justificar e manter uma separação
iníqua, como se do ponto de vista cultural a sociedade fosse dividida
em esferas incomunicaveis, dando lugar a dois tipos imcomunicaveis
de fruidores. Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos diretos
humanos, e a  fruição da arte e da literatura em todas modalidades
em todos os níveis é um direito inalienável”.

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